Aguardem nos próximos 10 anos as biografias "Sandy : virgindade nasal mantida até hoje!" e "Jr; como eu me tornei mais homem após a cirurgia de mudança de sexo.".
:::Afinal, o que é imortal NÃO morre no final.. e eles se morreram todos, graças a Deus!:::
sábado, abril 07, 2007
"Pequeno Tratado sobre a Mortalidade do Amor" Alexandre Inagaki
Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.
Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.
Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.
Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, feito Lee Harvey Oswald, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho-papão. Outros confessam sua culpa em altos brados, fazendo de penico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda com nomes paradoxais como O Amor Inteligente ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo A Paixão Tem Olhos Azuis, difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.
Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.
Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados, e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos, definhando paulatinamente até se tornarem laranjas chupadas.
Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4ª série, ou entre fãs que ainda suspiram em frente a um pôster do Elvis Presley (e, pior, da fase havaiana). Mas titubeio em dizer que isso possa ser classificado como amor (bah, isso não é amor; amor vivido só do pescoço pra cima não é amor).
Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da TV ligada na mesa-redonda ao final do domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram - teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso...
Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, no jornal. Um dia talvez..
:::Victor e Nane, obrigada por sempre saberem o que me dizer nessas horas..:::
Perder-se no abismo que é "pensar e sentir".. Pensar é um ato, sentir é um fato.. Pra quê complicar tanto, meu Deus?
Courtney Love QUERIDA, eu já estava triste pensando que a Bitchey tinha roubado seu trono de rainha da porraloucagem! E um "viva" para quem inventou os maiôs de vovós, cambada!
domingo, abril 01, 2007
Ajudam, pelamordis
Queridas criaturas que comentam que compreendem os mecanismos tecnológicos e mágicos do blogger.com :
COMÉ QUE EU RECUPERO MEUS ARQUIVOS, POHA?
Grata pela atenção.
Exercitando a arte da cara-lisa
Sabe-se lá o porquê, sempre aparece um fake na minha lista de enxeridos do orkut cujo pseudômino é "josébis". Transtornada com tal nome escabroso, escrevi-lhe a seguinte mensagem após flagrá-lo pela enésima vez seguida fuçando o meu orkut:
Roberta: olá caro(a) enxerido(a), dá pra você perder um pouquinho do seu tempo mexendo nas suas configurações e tirar a opção de ser visível a quem você espiona o profile? Dessa forma, você continua espionando o perfil de quem você quiser fuçar a vida do mesmo jeito e ainda dá mais espaço na minha lista de enxeridos pra que eu possa flagrar alguém que tenha me espionado com o perfil real. Valhêu a atenção =D 20:19
:::aiaiai viu.::::
segunda-feira, março 19, 2007
Para não dizer que não falei das flores
Observando o contador de visitas do blog, surpreendi-me com a quantidade de "criaturas que comentam"(quer dizer, na verdade a grande maioria nem comenta, seus preguiçosos!)que ainda visita esse blog. O irônico desse fato é que, nos quase seis anos de existência do Booblog, eu já acabei com essa página umas cinco vezes, já passei meses sem escrever uma linha sequer, já retirei os comentários só de encrenca umas duas ou três vezes e, esporadicamente, ainda pego uns duelos verbais incompreensíveis e enfadonhíssimos com um ou outro abusadinho privado de amor materno que vem descontar os seus traumas sexuais, intelectuais e anatômicos em mim. Tendo em vista toda essa presepada, o que eu posso dizer aos que ainda se importam comigo e que, mesmo com tudo isso, visitam-me quase todos os dias? Obrigada. =)
::: Ainda bem que alguém nesse mundo ainda me acha interessante, porque, se eu for me basear no meu ibope no mundo real, lasquei-me feiamente..:::
Quando criança, meu sonho era ter um cachorro poodle. Sempre que eu via nos desenhos animados aquele pomponzinho ambulante e bufante, corria para a primeira folha em branco que eu via, desenhava-me com um desses do meu lado e, maquiavelicamente, aproximava-me de mamãe e lhe dizia: - Tó. Presente pra você. Diferentemente dos demais planos infalíveis que planejei na vida(a maldição da mazelice do Cebolinha ainda me persegue), esse deu certo: aos dez anos de idade, ganhei de aniversário a cadela Milla: branquinha, fofinha, pequenininha e cheia de afeto e indocilidade tal qual a dona. O resto da história, contudo, não saiu como eu imaginei: a cadela ingrata se afeiçoou mais à minha mãe do que a mim, e até cometeu a audácia de preferir dormir no quarto dela do que no meu. Mesmo assim, meu amor por essa entidade ambulante fresca e peluda não diminuiu, e inclusive, aumentou com o passar do tempo. No último ano, minha cadelinha branca vinha adoecendo. Ela já não conseguia mais pular de superfícies altas para o chão(eis o motivo porque há uma almofada em forma de rampinha que sempre fica encostada à minha cama), cansava bastante ao subir escadas e já não brincava tanto comigo de “roda o cachorro pra lá e pra cá”. Eu sei que velhice é um processo natural, todo mundo um dia vai embora e bibibi bobobó, mas há uma tendência humana em querer que tudo seja sempre imutável, não é mesmo? Eu não sou exceção à regra. Hoje, Milla sentiu uma dor forte, começou a chorar desesperadamente e, poucos segundos depois, deitou-se no chão inerte. Eu sabia bem o que estava acontecendo(o coraçãozinho dela parecia que ia sair pela boca), e pelo pouco que estudei até agora de Medicina, percebi que ela estava enfartando. Enquanto acariciava a orelhinha dela, eu pensava como o amor entre um ser humano e um animal é saudável: ele está sempre ali,mostra-se preocupado quando percebe que estamos tristes, adora nos abraçar sem motivo aparente e, não importando nosso mau humor de cada dia, sempre demonstra felicidade quando lhes jogamos migalhas de atenção. Isso tudo, que a priori parece tão pequeno, torna-se imensamente grande se analisarmos o bem que um pouco de atenção pode fazer a nós mesmos. Não estou dizendo que o amor entre humanos seja nocivo à saúde, não-não. Só penso que meu sentimento pela cadela Milla é bem melhor do que meu sentimento pelos meus casos amorosos que ultimamente só têm me dado prejuízo emocional, psicológico, mental e dietético. E ela, como ficou? Está comigo, dormindo nos meus pés enquanto eu digito esse texto. Nesse momento, sofro da terrível sensação que um reloginho peludo que eu amo imensamente está com as pilhas gastas e seu tic-tac está cada vez mais fraco. Fechando esse post, só posso dizer que sinto saudades antecipadas. E, indiferentemente dos demais sentimentos que vêm me tirando o sono, sentir isso dói.Muito.
Nota: Na terça feira, 20 de março de 2007, minha querida amiga foi embora. (e a saudade antecipada virou saudade latejante)
quarta-feira, março 14, 2007
Eu preciso estudar mais. Preciso dormir mais. Preciso me alimentar melhor. Preciso realizar uma atividade física. Preciso tomar menos café, senão meu estômago sofrerá uma corrosão espontânea. Preciso me preocupar menos com o que não possui solução. (não no presente,e quiçá terá no futuro.) Preciso me lembrar das pequenas felicidades que estão embaçadas pelas grandes tristezas. Preciso me convencer de que tudo é uma fase e eu tenho de filtrar disso o que é válido, porque o resto é resto. Preciso.. Preciso saber diferenciar o que eu realmente necessito do que eu penso precisar, isso sim.
domingo, março 11, 2007
dùvidas da humanidade
Então.
QUEM FOI O ABUSADINHO QUE ME TELEFONOU 2:30 DA MADRUGADA DE DOMINGO IMITANDO O SILVIO SANTOS, HEIN !?!!?!?