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segunda-feira, janeiro 19, 2009

Pequena felicidade do mazelante início de ano

Tendo em vista o ano de 2009 estar sendo uma continuação da bbbbbbosta que foi o ano de 2008(aliás, está conseguindo ser bem pior, e quando não doer mais ou doer menos eu solto algumas novidades por aqui), resolvi radicalizar: e quem disse que dinheiro não compra felicidade?
Sim, sim, existem as dívidas, mas isso resolve-se depois. Por enquanto, sintam só minha nova aquisição via Amazon (aliás, via conta de um amigo que é cadastrado na amazon, merci beaucoup mon ami!): O MANGÁ OFICIAL DA CONTINUAÇÃO DO FILME LABIRINTO!!!!!!!!

(palmas, platéia, eu quero palmas!)



Aliás, vocês lembram desse epopéico filme? Eu credito a ele minha eterna atração por homens andróginos, altos e magrelos. (ah, David Bowie, a culpa é toda da sua peruca)
As conversas que se seguiram desde tal aquisição foram, também, epopéicas:

Mulher ciumenta que se casou com meu irmão: Labirinto? Eu lembro desse filme.. Tinha uma loira assanhada, né?
Eu: Não não, ali é o rei dos duendes, o mais puro tesão encarnado!
Mulher ciumenta que se casou com meu irmão: DuenTes, né?
Eu: Vá se lascar.

Amigo pseudo-bêbado no msn: Espera, mangá do filme? Taí que essa eu não sabia.. O David Bowie tá nesse filme, né?
Eu: Tá sim! Eu acho que foi depois dele que eu só gosto de homem andrógino, sabia?
Amigo pseudo-bêbado no msn: Ah eh? Vai lá na Praça Portugal* que tem dessa espécie de monte..
*recanto feliz de encontro dos emos de Fortaleza
Eu: Aí não vale, esse tipo de homem não gosta de mulher!
Amigo pseudo-bêbado no msn: Ora essa, você não acha que desse jeito você já tava querendo demais?
Eu: Vá se lascar.

Detalhes, detalhes.. Do you remember the baby?

terça-feira, janeiro 13, 2009

Plagiando descaradamente uma idéia de Dupézio, o Anatômico

COISAS QUE ME ASSUSTAM NA CALADA DA NOITE PRETA


Amy Winehouse procurando o lugar mais provável que sua sífilis possa ter-se escondido


::E ainda pagou peichinho, hein.::

segunda-feira, janeiro 12, 2009



Ooh! get me away from here Im dying
Play me a song to set me free
Nobody writes them like they used to
So it may as well be me
Here on my own now after hours
Here on my own now on a bus
Think of it this way
You could either be successful or be us
With our winning smiles, and us
With our catchy tunes and words
Now were photogenic
You know, we dont stand a chance

Oh, Ill settle down with some old story
About a boy whos just like me
Thought there was love in everything and everyone
Youre so naive!
They always reach a sorry ending
They always get it in the end
Still it was worth it as I turned the pages solemnly, and then
With a winning smile, the poor boy
With naivety succeeds
At the final moment, I cried
I always cry at endings

Oh, that wasnt what I meant to say at all
From where Im sitting, rain
Falling against the lonely tenement
Has set my mind to wander
Into the windows of my lovers
They never know unless I write
This is no declaration, I just thought Id let you know goodbye
Said the hero in the story
It is mightier than swords
I could kill you sure
But I could only make you cry with these words

terça-feira, dezembro 30, 2008

Não sei vocês..



...mas eu tive uma crise de riso da primeira vez que assisti isso.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Véspera de Natal



Ah, pseudo-férias.
Dia 5 de janeiro vou ter de fazer um mmaldito curso de Urgência&Emergência não-obrigatório-mas-obrigatório que custou a bagatela de R$200,00 mediado pela minha querida faculdade capitalista. Resumindo: os planos de um Reveillon e de um Carnaval luxuosos findaram-se tão logo mamãe assinou o cheque de pagamento do bendito curso e me lançou o olhar de "alguém vai ter de pagar por isso, e adivinha só, vai ser você."
Mas querem saber? Não vou guardar ódio, rancor, mágoa&derivações, não. Cheguei num estado de tamanha felicidade por finalmente passar o dia inteiro dormindo e me sonhando 10kg mais magra, cabelos ao vento e com a visão do mediterrâneo de Nice-França à minha frente que as demais vicissitudes são meros detalhes. (creio que há certos momentos em nossas vidas em que só a permissão de sonhar já é uma dádiva.)
E hoje, qual vai ser a festa de família que vocês vão ser obrigados a ir? Teoricamente, eu devo ir para a casa de minha avó paterna construída no ano de 1900(a casa, não a avó. Se bem que ela nasceu nesse período, salvo engano)escutar meus tios desculparem-se por não terem lembrado de me trazer um presente(todo ano, ironicamente, eles o esquecem em casa, segundo eles - o detalhe é que nunca se lembraram de me entregá-lo depois), perguntarem pela genialidade que é meu irmão(e, consequentemente, lamentarem o fato de eu não ter nascido um gênio como ele)e, finalmente, lançarem a pergunta-mestra "mas minha filha, me diga, quando é que você pretende se casar, hein?". A resposta continua sendo a mesma de todos os outros anos. "Nunca, tio, esqueceu que eu sou lésbica?" e a contra-resposta "Mas você não tinha um namorado?" e o 'fatality' "É, é bom experimentar outras coisas, às vezes."
Gah.
Sinceramente, fiquei cansada só de me lembrar disso.
Creio que meu Natal vai ser à base de um Dramim com Coca-Cola e um bom sonho com o mediterrâneo de Nice.

Feliz Natal para vocês, queridos leitores.

quarta-feira, dezembro 17, 2008



Dois sapatos e o cara ainda me erra aquele cabeção.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

É tão ruim que é bom.

Queridos leitores remanescentes do blog, algum de vocês já chegou a ler o livro Twilight - cuja tradução em português seria "O Crepúsculo"? Essa série literária, creditada por alguns como a nova substituta de leitura fantasiosa para os fãzinhos indóceis de Harry Potter, trata-se do amor impossível entre um vampiro bonitãozão e uma mocinha inocente.
(Eu sei, eu sei, história antiga.)
Para aqueles que ainda não a conhecem(e, gostem ou não disso, vocês iriam acabar conhecendo mesmo se não fosse por mim)eis o trailer mamão-com-açúcar do filme inspirado no primeiro livro:



Nos EUA, onde a Twilight FEVER já está bem disseminada, existem duas opiniões absolutas sobre o filme: os que o idolatram e os que o abominam com toda a força das suas entranhas intestinais.
Minha opinião sobre isso? Bem, essa história trata, em linhas simbólicas, da eterna mania das mentes desiludidas de se apaixonarem pela pessoa errada, seja isso devido à falta de amor próprio,ao excesso de burrice ou ao puro sadomasoquismo. Mas ora, que levante a mão quem nunca insistiu no erro mesmo enxergando o lógico? E, gostemos ou não, por mais que a gente queira, insista, arranque os cabelos, se rasgue todinho, essas histórias nunca dão certo. Mais tempo ou menos tempo, elas sempre acabam, não é mesmo?

Finalizando, vou copiar descaradamente(pra variar) um trecho de um post do meu nipônico preferido:


Sabe… às vezes, tentamos prever o futuro.
Acho que a causa de boa parte do nosso sofrimento está aí. Sofremos pelo que desconhecemos.

Mas…
Será que, se hoje, você pudesse conhecer o que virá, você saberia o que escolher ?
Acho que nao.

Para quê procurar prever o comportamento das pessoas? Para quê buscar justificativas para o que sentimos a partir do que o outro sente?

É dessa forma que metemos os pés pelas mãos e sofremos e caímos em situações indesejadas.

O Fato é:
Na vida, só podemos nos segurar [e confiar] naquilo que sabemos sentir e intuir. [sendo assim, percebi que o primeiro passo é discernir o trigo do joio... saber a quem escutamos... a quem buscamos agradar...]

O resto é consequência.


Figura e texto copiado daqui que, por sua vez, copiou daqui.

domingo, outubro 12, 2008

Voltamos pro ano de 1999, poha?!

Num domingo bosta pré-prova do módulo de Pediatria(e eu juro que da próxima vez que uma criança catarrenta berrar na minha cara quando eu pedir pra ela fazer "aaah" pra tia examinar as amídalas dela com a palheta rósea do ursinho Pooh que o SUS dá pros pediatras "distraírem" as crianças, eu enfio essa palheta na bunda dela pra ela ter um motivo REAL pra chorar), aparece-me isso tal como uma previsão de que a prova de amanhã vai ser, realmente, uma bomba:

clicam aqui

Womanizer? Maquiagem? Peruquinha? Nem vem!!! EU LEMBRO DE COMO VOCÊ FICA AL NATURAL, mma felha!

Para aqueles que não lembram:


Essa nunca fica velha.


deusdocéu.


eeeeeeeicchhh.


ta ta ta, já deu.

extra datada dessa semana:


É que prestobarba tá caro no mercado.

Opinião da igualmente baranga Christina AiqueEca:

Concordo!

sexta-feira, outubro 10, 2008

"Compreendeu que fazia parte dos fracos, do lado dos fracos, do país dos fracos, e que deveria ser fiel a eles, justamente porque eram fracos e procuravam recobrar o fôlego entre as frases. Sentia-se atraída por essa fraqueza como por uma vertigem. Sentia-se atraída porque ela mesma se sentia fraca."
"Eu poderia dizer que a vertigem é a embriaguez causada pela nossa própria fraqueza. Temos consciência da nossa própria fraqueza mas não queremos resistir a ela e nos abandonar. Embriagamo-nos com nossa própria fraqueza, queremos ser mais fracos ainda, queremos desabar em plena rua, à vista de todos, queremos estar no chão, ainda mais baixo que o chão.
- O que é que você está sentindo?
- Nada.
- O que é que eu posso fazer por você?
- Quero que você fique velho. Dez anos mais velho. Vinte anos mais velho!
Com isso, queria dizer: quero que você fique fraco. Que você seja tão fraco quanto eu."

Trechos do livro A insustentável leveza do ser



* e quanto à continuação das histórias sobre as entidades que coabitam comigo na faculdade, fica "pra depois" de novo..

quarta-feira, outubro 08, 2008


Certa vez, um ambicioso e um invejoso perderam-se no deserto.
Após vários dias de caminhada sem água e sem comida,
encontraram uma arca.
Ao abrirem a arca, um gênio mágico disse-lhes:
- Vocês só têm direito a um desejo. O que um pedir,
darei ao outro em dobro.
Sem pensar duas vezes, o ambicioso empurrou o invejoso e disse:
- Ele quem vai pedir!
O invejoso, furioso com a esperteza do ambicioso,
refletiu por um instante e,
após um sorriso maquiavélico, respondeu ao gênio:
- Cega-me um dos olhos.






Honestamente, o ser humano me assusta.
Aliás, complementando o pensamento, a capacidade do ser humano em ser terrível me assusta.
Nessa faculdade que tanto penei para ingressar, como bem devem lembrar os leitores mais antigos do blog, existem certas entidades que, se não me dão medo, dão-me pena. E nojo, um pouco de nojo também. Contudo, penso que, muito provavelmente, se eu tivesse ingressado em qualquer outro curso, também conheceria outras entidades que me causariam sentimento de medo,de pena e de nojo. (creio que o diferencial da minha faculdade é o terrível fato dela ser integral – períodos da manhã e da tarde, e, às vezes,até da noite - e de existirem as intermináveis sessões de discussão de casos clínicos, em que um grupo de 9 pessoas tem de passar 1 semestre tendo duas reuniões semanais que podem durar horas a fio para discutir determinadas enfermidades)
Apresentando-lhes alguns dos personagens com quem eu tenho de conviver todos os dias:

Anail F*. é psicopata. Ei, sério, ela é psicopata mesmo. Durante as sessões de casos clínicos, se ela perceber que algum dos seus colegas de classe não está dominando muito bem o assunto discutido, ela começa a questioná-lo para que o professor perceba que ele não estudou a matéria a fundo. Anail F. só participa das discussões com seu caderno repleto de anotações em cima da mesa, e quando algum colega começa a se destacar positivamente em determinado assunto de uma enfermidade, ela diz “mas você não falou isso e isso e isso e isso e isso.”.(o detalhe que o colega falou o que sabia de cabeça e o que ela falou foi lido de suas anotações é só um detalhe.) Certa vez, Anail F. percebeu que um colega se confundira em determinado assunto e o professor não havia percebido. Desesperada, ela disse:
- Professor, professor, ele errou, tira ponto dele!
O sonho de Anail F. é ser primeiro lugar da sala. Infelizmente, sem seu caderno de anotações, Anail F. é incapaz de diferenciar um sarampo de uma catapora.

Problemas com a Boo? Adivinhem!
Anail F. me detesta porque eu passei numa monitoria em que ela não passou. O que para alguns não é nada, para Anail F. é motivo de ódio e rancor eternos.
Certa vez, logo após Anail F. ter-lhe interrompido com sua verborragia do caderninho de anotações da Bela Adormecida, Boo disse:
- Pessoal, olha a falta de educação, é preciso deixar cada um ter a sua vez... (até porque pescar no caderno fica fácil até pra uma criança que acabou de aprender a ler)
O que Anail F. respondeu?
- É verdade, professor, as pessoas precisam se tocar,isso é muito chato!
O que a Boo respondeu?
- Anail, eu ainda não terminei de falar, dá licença?

Anail F. possui uma paixão reprimida pela próxima entidade que eu vou lhes apresentar.
Mas só depois, porque, falando em sessão de casos clínicos, tenho de estudar para a de amanhã, senão a Anail vai fazer questão de mostrar ao professor que eu não estudei tudo..

*nome fictício, claro.