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sábado, janeiro 20, 2007

Nova mania besta da semana

Tenho mandado para amigos&amigas que têm conta no orkut a seguinte mensagem:

[insira o nome do(a) amigo(a)aqui], temos de ter uma conversa séria sobre nós.
Seu scrap de hoje nao veio e eu retornei aos meus estudos de praxe.
Infelizmente, nao terei tempo suficiente para realizar seus caprichos. Se quiseres discutir relação, email tá aí. Quem sabe te mando uma mensagem, dizendo : "ok."

Se você nao aguentar tamanha indiferença, é simples. Diga: Roberta, meu amor, vou demorar varios anos, mas vou te esquecer. Eu entendo. Quem sabe ainda te mande um postal, quando tiver visitando a Europa, e vc morando no Pio XII.

aperto de mao. cordial.


(o detalhe que já plagiei descaradamente isso de outro amigo não precisa ser salientado neste blog)
O melhor estão sendo as respostas de quem recebeu tal notificação.
- É o quê, menina?
- Roberta, paputaquepariu viu.
- Você fumou banana? Você fumou sabão?
- Férias dão nisso, né desocupada!

E houve, claro, a melhor de todas:
- Eu sei q estou ausente, mas a culpa não é minha! Pra quê tanto ódio?!?!?!! Como assim Europa?!?! Eu não moro no Pio XII, eu moro no Papicu, esqueceu??!!? Fica enchendo a cara nas festas e chegando bêbada em casa e vem descontar em mim, isso magoou viu!

Aiai.
::: WOW da vida fodona! :::

sexta-feira, janeiro 19, 2007

MSN indócil&hostil


matadora de passarinho diz (14:15):
rapaz
matadora de passarinho diz (14:15):
que couve?
matadora de passarinho diz (14:15):
sad porque?
matadora de passarinho diz (14:15):
fique happy!
matadora de passarinho diz (14:16):
a vida é uma porcaria mas enfim é nela que a gente se fode e se diverte!
sad diz (14:17):
eh nao baby
sad diz (14:17):
to fazendo charme pras ninfetinhas
sad diz (14:17):
abrirem janela comigo
matadora de passarinho diz (14:17):
HAHAHAHAHAHAHAHA
matadora de passarinho diz (14:17):
AMEI
sad diz (14:17):
dizendo "õooo bixim"
matadora de passarinho diz (14:17):
AMEI
matadora de passarinho diz (14:17):
AMEI
sad diz (14:17):
uma ja caiu hein? vc !!! heauehuaheua
sad diz (14:18):
ehauheuaeauh
matadora de passarinho diz (14:18):
hahahaha
matadora de passarinho diz (14:18):
rapaz
matadora de passarinho diz (14:18):
essa foi de mestre
matadora de passarinho diz (14:18):
mas ce nao ta mais namorando nao?
sad diz (14:18):
bem lembrado
sad diz (14:18):
:/
sad diz (14:18):
to sim
sad diz (14:19):
droga
sad diz (14:19):
vacilei hein?
matadora de passarinho diz (14:20):
HAHAHAHAHAHAHAHAHA
sad diz (14:20):
me acostumei com a vida de solteiro e esqueci que to namorando

::::É devido a essas pequenas felicidades que eu sou MUITO feliz..::::

terça-feira, janeiro 16, 2007

palhaça da fossa

Uma amiga querida levou um fora pesadíssimo.
Enquanto ela contava o fato, as demais amigas que estavam presentes esculhambavam a entidade agente do foraço enquanto eu, sozinha, calada num canto, só conseguia pensar no que eu poderia fazer para que ela parasse de pensar no ocorrido pelo menos por um segundo. (aquela velha frase "só doi quando eu respiro" se aplicava fidedignamente à questão)
A solução momentânea? Fiz um cover tosquíssimo da música "soraya queimada", com a modificação de tirar o "soraya" pelo nome do menino.
O resultado? Eu consegui fazer com que ela chorasse..de rir. Pelo menos por aquele instante, eu consegui. E essa foi minha pequena felicidade do dia.

Pra vocês, a música "soraya queimada":


Aconselho que vocês procurem baixar o mp3 de outra música desse cantor, "Hino de louvor à raspada"! Uma pérola, aliás, pedrada musical das brabas! =)

(é deveras curioso que eu ainda consiga fazer quem eu quero bem rir enquanto eu só tenho chorado por dentro)

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Por não estarem distraídos - Clarice Lispector

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria-peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

::::Explicar é destruir...::::

quinta-feira, janeiro 04, 2007

iniciando a série..

Fotos ofensivas




(Sugiro que vocês dêem um título a cada foto tosca que eu postar aqui - isso geraria comentários NO MÍNIMO hilários *rs - daí depois eu dou uma conferida e a melhor idéia vira o nome da foto!)
Aproveitando esse clima gostoso de recomeço(e eu não sei se já lhes disse, mas adoro páginas em branco - elas me dão vontade de desenhar hehe - e dá-lhe última matéria do caderno!), gostaria de presentear-lhes com um trecho explêndido de um livro que meu querido ex-namorado e atual amigãozão me deu:

*A insustentavel leveza do ser*
Milan Kundera

Trecho:
Torturava-se com recriminações,mas terminou por se convencer de que era no fundo normal que não soubesse o que queria:

"Nunca se pode saber aquilo que se deve querer pois só se tem uma vida e não se pode compara-la com vidas anteriores,nem corrigi-las nas vidas posteriores".

Mas o homem,porque não tem senão uma vida,não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipotese atraves de experimentos,de maneira que nao saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento.

Teria agido certo ou errado?

Não existe meio de de verificar qual qual é a boa decisão,pois não existe termo de comparação.

Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação.

Como se o ator entrasse me cena sem nunca ter ensaiado.

Mas o que pode valer a vida,se o primeiro ensaio da vida..já é a propria vida?

É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço.
No entanto,mesmo "esboço" não é palavra certa.

Porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa,a preparação de um quadro,ao passo que o esboço que é nossa a própria vida não é um esboço de nada,é um esboço sem quadro.

Uma vez nao conta,uma vez é nunca...

Não poder viver senão uma vida é como nao viver nunca.

:::::Façam bom uso desse pensamento.:::::
Iemanjá cansou de mim


Festas de fim-de-ano sempre são complexas. Há aqueles que preferem pagar caro por uma festa em que não se tem o direito de comer e beber nada e cuja trilha sonora é uma banda de pagode/axé/forró decadente. Há, também, os que preferem festejar tal evento em reuniões familiares que sempre terminam com um tio/primo/sobrinho completamente bêbado e pagando micos inesquecíveis. Existem, claro, os que preferem passar o ano-novo dormindo. E há aqueles que se mandam pra uma praia com os amigos pra encher a cara, pular sete ondas e rir um pouco da vida. Desta vez, enquadrei-me na última categoria.
Os eventos sucedidos foram, claro, memoráveis. Antes da meia-noite, um telefonema me tirou completamente o ânimo para festejar. Felizmente, uma amiga querida se muniu de uma CACHAÇA SAPUPARA, olhou-me séria e disse:
- Bó começar. Agoras.

E dá-lhe uma dose, duas, três.. Lá pela quinta dose, os fogos no céu confundiam-se, para mim, com os vaga-lumes que eu tentei(vejam bem,tentar não necessarimente significa conseguir)prender dentro da taça de champagne. Após a meia-noite, eu e meus amigos nos dirigimos ao mar para pular as tais sete ondas. Enquanto tentava contá-las(e, infelizmente os números se confudem quando bebemos um pouco, e o dois vira cinco, e o sete vira doze, e por aí vai)um menino de uns dezessete anos, visivelmente entorpecido,aproximou-se de mim e disse:
- Eu te amo.
- Como é?
- Eu te amo.
- Poxa, que legal, comecei o ano com uma declaração tosca.
- Me ajuda a jogar essa flor pra Iemanjá?

Olhei para sua mão e vi uma florzinha de jardim amassada.
- Certo, você faz um pedido e joga.
- É assim, fácil?
- Teoricamente sim.

Enquanto isso, a amiga que estava ao meu lado adentrou um pouco o mar e começou a meditar. Vendo-a entrando na água, cometi a incoveniência de fazer o seguinte comentário:
- Comê-la (o nome dela é Camilla)sai daí que Iemanjá já cansou de ti!
- Opa Comê-la, me ensina a meditar?
- O menino a indagou. Ela me soltou um olhar do mais profundo ódio.
- Fecha os olhos e pede a Deus paz, amor, essas coisas.
- É assim, fácil?
- Claro que é.
- Então.. Queria pedir.. o que era mesmo? Ah sim, amor,paz.. Saúde..pra minha mãe, que tava com diarréia quando eu saí de casa.. Pra mim,eu acho.. asf dasf asf cof..

Abri os olhos. Cadê o menino? Enquanto ele andava, ia afundando na água e não percebia; ao abrir os olhos, só deu tempo de observar uma onda dando-lhe uma bofetada surda na bochecha enquanto ele,desesperado, balançava os braços macacalmente.
- Ô MEU FILHO, sai daí!
- Putz Boo, ce fez o menino se afogar.
- Eu?! Quem quis ensinar ele a meditar foi você!

(Enquanto isso, escutávamos um "cof cof" vindo do fundo do mar)
- Arre, eu vou ter de me molhar mesmo? Esse cãozinho não tem amigos, não?
Felizmente, após tal diálogo vimos o mesmo menino fugindo de uma onda e tentando desesperadamente tirar água do ouvido.
- Vocês viram? Eu meditei direito?
- Poxa, você já é nosso mestre.
- Juram?
- Claro.
- Eu amo vocês.
- Também te amamos.


E feliz 2007 pra vocês, criaturas que comentam.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Ba be bi bó Brítinei.

Eiu poderia colocar só de malinagem um link com todas as fotos em que ela se "esqueceu" de usar calcinha, mas os últimos resquícios de meu senso de moralidade me fazem sentir a obrigação de mostrar-lhes esta foto:




Se os olhos são a janela da alma, o quintal da casa astral dela está com uma infestação de ervas daninhas de côcô.

Tsc.
Dinheiro nenhum e fama nenhuma valem nossa sanidade mental, amigos.
Não valem mesmo.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Perguntas sobre o ano de 2006


Encontrei determinada entidade durante um dos meus passeios aquáticos à praia(ah, vou tomar aulas de surf, preparem-se para presepadas únicas!)e perguntei-lhe o seguinte:

- MMa félha, o ano de 2006 foi tão bomba pra você quanto foi para mim?

Ela não me respondeu, mas tive o êxito de fotografar rapidamente a expressão de desagrado que tal pergunta causou a seu semblante:

Balanço de 2006

- Ingressei na faculdade em que tanto penei para ingressar
- Descobri que faculdade é feita pra rir mas só me fez chorar(de desespero)
- Terminei um namoro perfeito de 7 anos que, no final, no final das contas, não era tão perfeito assim
- Mudei de residência duas vezes em menos de seis meses(e isso explica a falta de internet e o porquê de eu não ter ingressado à blogolândia no tempo outrora determinado - e a boa notícia é que não precisei apelar à bomba de bosta)
- Apaixonei-me por um ninfetinho indeciso que me deu um dos maiores foras da minha existência besta ("acho melhor a gente só ser amigo" - e na bunda, não vai nada?)
- Terminei o ano com taquicardia, gastrite, desmantelo físico e mental.

E se em 2007 a coisa continuar nesse rumo, eu surto antes dos seis anos da faculdade. C E R T E Z A.