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sexta-feira, dezembro 04, 2015

Tanta coisa aconteceu. (Parece que eu sempre começo os textos aqui pensando isso.) Sinto saudades da risada do meu pai. Ele faleceu há 5 meses. Houve um tempo em que meu maior desafio era passar no vestibular. Depois, foi passar na residência médica. O tempo todo na residência os chefes me dizem que meu maior desafio é ser uma psiquiatra brilhante. Mal sabem eles que, no momento, meu maior objetivo é economizar pra levar minha mãe à Disney. Era o sonho dela desde a infância e ela nunca o realizou porque, ao atingir a vida adulta, o maior desafio dela foi cuidar do meu irmão e de mim. Creio que eu devo isso a ela. Creio que o nosso maior desafio é reconhecer que a vida passa muito rápido, e que nós temos que parar pra observar a paisagem de vez em quando. [[[[[[Qual seu maior desafio? O que realmente te importa ?]]]]]]

terça-feira, dezembro 25, 2012

E agora?

Já se completaram 6 meses desde que me formei. Mamãe, quando me apresenta para alguém, enche o peito de ar tal qual um pombo e diz:
- Essa é minha filha. Ela é médica.

Mal sabe ela que o certo deveria ser:
- Essa é minha filha. Nesse exato momento, ela está se questionando o que djabos vai fazer do futuro dela. Ela não faz a mínima idéia de qual vai ser o plano agora. Vamos falar de outra coisa como, por exemplo, as imitações dos óculos wayfarer da Rayban que aquele aquele vendedor ambulante do outro lado da rua está oferecendo àquele motorista, pois não?

Preciso de um destino.. E rápido.

quarta-feira, novembro 21, 2012

Conversas frívolas

- Você ainda lê aquele blog que zoava as blogueiras da moda?
- O Shame? Parei de ler quando percebi que a autora se pelava de inveja/despeito/frustração do que tanto criticava. Mostraram depois por uns artigos antigos que ela mesma tinha tentado ser uma dessas blogueiras e não teve sucesso. A coitada era meio cafona. - E o que isso tem demais? Estava bem claro que ela nutria um ódio maluco dessas blogueiras, sabe-se lá por qual razão, que , nesse caso, só se descobriu depois..
- Aí que está. Se algo te faz rir, por que você tem que obrigatoriamente odiá-lo? A risada já vale o momento, e se a entidade risível não existisse, não haveria o sorriso. Se ela zoasse pelo exercício da risada, sem problemas. Mas criticar porque queria ser/estar ali, querer o mal, desejar o mal.. Pra quê? As blogueiras vão continuar existindo apesar disso, e é ótimo que elas existam porque isso é motivo pra ainda mais piadas. Se elas expõem a vida na internet, é sinal que elas querem é publicidade, mesmo. Então, se elas dão motivo pra brincadeira..
- Pra você, trollar a vida alheia pode ser uma diversão sem intenções maléficas?
- Exatamente, só para exercitar a dialética. Tudo fica mais divertido assim, e você pode vir a ser o alvo da brincadeira um dia. E rir disso, também.
- Lembrei da Clarice. "Eu te deixo ser; deixa-me ser, também."
- Eu adaptaria "eu vou te perturbar enquanto você me der motivo, mas se você descobrir algum podre meu, aí eu me lasquei".
- Poético.
- Né? Curti.

sexta-feira, setembro 07, 2012

::::Manifesto de uma mulher P da vida::: Cambada, escrever sempre me foi um consolo. Isso pode parecer piegas e coisa de menininha virgem de 4a serie, mas essa é a verdade: escrever desova. Desova a raiva, o rancor, o chilique, desova tudo. Sendo assim.. ESCREVAMOS. Esse manifesto é, antes de tudo, uma desova de pensamentos escondidos. Sim, porque todo relacionamento é MINADO por pensamentos escondidos, tais quais: será que ele(a) é a pessoa ideal para mim ? Será que eu sou um(a) besta nessa história toda? Será que eu deveria fundar uma comunidade hippye no parque aqui na frente de casa e acabar com essa bosta de uma vez por todas? A confusão começou com um simples aniversário de namoro. Que mania besta a sociedade atual tem de comemorar todos os marcos das nossas vidas, não? O que uma data qualquer num mês dentre outras tantas datas bestas quaisqueres poderão influir daqui a 500 anos numa tribo que habita o norte da Nova Zelândia?!?!?!? NADA! ABSOLUTAMENTE NADA! Sendo assim, o que isso poderá influir em você? Pois é. A resposta também deveria ser "nada" com vários figurantes dançando atrás a da gente tal qual um musical da Disney. É, deveria. Bem, resumindo a ópera, a história é a seguinte: marcamos de viajar na sexta, ele foi a uma festa na quinta-feira que eu não pude ir por motivos biológicos(que aparecem uma vez por mês, felizmente) e ele só voltou pra casa de manhã. Diz ele que bebeu pouco. Eu tenho medo de pegar estrada, já perdi dois amigos nessa mesma estrada. Eu não quis ir. Ele surtou. Mas ei, quem deveria ter surtado era eu, não era? Esse manifesto pode constar personagens completamente imaginários, vejam bem. Pode ser que nada do que eu esteja relatando aqui para vocês seja verdade. Ou pode ser que eu sinta saudades de escrever e de ter um consolo. ::::Qualquer coisa, a culpa foi da garrafa de vinho que eu acabei de derrubar, ULRRUUUUULLLLLL::::

sexta-feira, janeiro 13, 2012

1,2,3.. TESTAAAAAAAAAANDO!


(será que alguém ainda me visita, mon dieu?)

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Momento sinceridade

Adoro o Booblog, adoro(algumas)criaturas que comentam, mas só tenho tido tempo pra twitter. Ou seja, àqueles que sentem saudades, je suis ici:
http://twitter.com/choobis

:::e, aos que não sentem, desejo que vocês tenham a quem amar ;) :::

quarta-feira, novembro 18, 2009

Dizem que os três pilares necessários para a existência da paixão são os seguintes: admiração, esperança e um pouco de insegurança.

Dirigir a palavra a alguém que já fora o instrumento do seu afeto num ambiente de trabalho e essa pessoa te olhar nos olhos e virar o rosto como se fingisse que você não existisse, sequer respeitando a presença de uma autoridade à frente de vocês, fez-me agradecer a Deus por me dar um sinal para seguir em frente conforme eu havia pedido. Findaram-se a admiração, a esperança e a insegurança de ter feito a escolha errada.

Educação, pessoas. O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. (Kant)

E no final, eu amei o que eu amaria, não o que foi ou o que é..

segunda-feira, novembro 16, 2009

“Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.


Eles pensavam que, porque queriam, era possível. Defeitos, todos os têm, não é mesmo? Diferenças podem acrescentar, não podem? Então, tentaram. No início, tudo era motivo de sorriso. E daí se ele gostava de forró e ela de Pink Floyd? “Pinky do cérebro?” “Haha, não, não, um dia eu te mostro.” “Escuta aqui a letra dessa música, que coisa poética.” “Poesia!? Bob Dylan teve uma crise epiléptica por transmissão de pósitrons agora! No dia que isso for poesia, meu caderno de caligrafia da 1ª série vai bater o Aurélio como exemplo de gramática da língua portuguesa!”

“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar era fácil.”

E o tempo passou. E o tempo destrói tudo. Bastava querer, não é mesmo? A + B = C.

“Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.”

Tentaram adaptar-se, tudo em vão. Desacertos. Desentendimentos. Sorrisos estáticos enquanto os olhos estavam úmidos. É fácil trocar as palavras, difícil é interpretar os silêncios! - F. Pessoa bem dizia.

E tudo tornou-se cobrança. Uma desatenção era motivo de rancor. O eterno pisar em ovos. Se ela falasse, perderia-o? Mas, por não falar, ela se perderia e, por ela se perder, ela o perderia, também.

“Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.”
Clarice Lispector - Por não estarem distraídos.


E o fim, já previsto. E a mágoa, já esperada.
E agora?

"eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou."

domingo, outubro 25, 2009

Demônios internos

Analisando os arquivos antigos desse blog, senti vergonha do que escrevi em vários momentos. Sabem, eu já tive um gênio bem difícil. Não falo que ele tornou-se fácil (certas coisas levam tempo), mas aprendi muita coisa nessa vida. Uma delas diz respeito às ações em resposta à ignorância de outras pessoas. Já fui de argumentar, discutir, alterar-me, enfim, entrar na briga pra vencer na porrada mesmo. O tempo, contudo, ensinou-me o seguinte: não vale a pena perder a razão. NUNCA. Ao agirmos por impulso, tendemos a nos igualar com aquele que nos feriu e isso gera uma reação em cadeia, porque outras pessoas que não tinham a menor participação na história terminam sendo feridas, também. Eis um texto bem interessantes sobre esse assunto:

Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:

- Deixe-me contar-lhe uma história. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que magoaram tanto e que não demonstraram qualquer arrependimento ao que me fizeram. Todavia, o ódio lhe corrói, mas não fere o seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos..
E ele continuou: - É como se existissem dois lobos dentro de nós.Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta. Mas o outro lobo, ah! Esse é cheio de raiva. Mesmo as pequenas coisas o lançam num ataque de ira. Ele briga com todos o tempo todo e sem qualquer motivo! Ele não consegue raciocinar, porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. E é uma raiva inútil, pois ela não irá mudar nada do que aconteceu..Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de nós, pois ambos tentam dominar nosso espírito.

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou:
- E qual deles vence, vovô?

O avô sorriu e respondeu baixinho:
- Aquele que eu alimento mais freqüentemente.

"E no final, o amor que você recebe equivale ao amor que você dá."

segunda-feira, outubro 12, 2009

Plagiando descaradamente uma idéia de Sacoleiro, o Infame

COISAS QUE ME ASSUSTAM NA CALADA DA NOITE PRETA



O twitter do Serguei. http://twitter.com/sergueirock





Quem, eu?!!?!


Sintam só as pérolas:

"Acabei de tomar um banho de mar com minha sunga de crochê branca e percebi que minha sensualidade continua atraindo olhares."

"Existe sex shop que vende árvore inflável? As noites tão frias demais para que eu possa fazer um carinho no meu cajueiro."

"Uma joaninha acabou de pousar no meu braço, me deixando todo arrepiado. Tô sensível hj. A noite será rock and roll!!!"

"Sonhei ontem com meu gato Grilo. Ele não estava mais grilado e só miava I LOVE YOU pra mim. Volta Grilo, PLEASE!"

"Ontem fiquei DOWN. Fui aplaudir o sol e acabei matando um besouro que resolveu voar entre as minhas mãos. RIP beetle!"

"Hj é o dia sem carro? Amo bicicletas. Pedalando, exercito o físico. E a sexualidade tb, dependendo do tipo de banco."