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sexta-feira, janeiro 26, 2007

Deep in the sea

Não sei se lhes contei, mas tenho (tentado)aprender a surfar.
(e nem pensem que é body board não, eu quero o impossível: long board!)
Pois bem, o nome do meu instrutor é Fábio(vulgo "Fabão", porque ele consegue ser quase do meu tamanho - um metro e muito de muita indocilidade e afeto!)
Eis um desenho bem próximo da imagem que vem à minha cabeça quando penso nele:



À semelhança dessa imagem, nossos diálogos também são memoráveis:

- Fabão, acho que não nasci pra isso. Estamos aqui quase no fundo do mar e eu só consigo imaginar no que me aconteceria se aparecesse um tubarão.
- Mina, relaxa.. sente o mar.. o vento.. as ondas.. sente a paz.. sentiu?
- Hum. Peraí que ainda estou procurando.
- Opa opa, la vem uma onda boa! Vai! Lembra das remadas! Posiciona a perna! VAAAAAAAAI!
- Ti-bum! POF! (zuada de uma ruiva caindo de barriga na água a 200km/h - eita exagero - e com a quina da prancha acertando em cheio sua calota craniana)
- Arf..gaaaaaah..
- Mina, ce não sentiu a vibração!?
- Senti foi a prancha na minha cabeça, isso sim!


Outra conversa sui generis:
- Branquela, te falei que minha mulher é suíça?
- Não, falou não.
- Pois é.. ela té me ensinando a falar inglês.. Eu tô aprendendo 300 palavras que, segundo ela, servem pra tudo.
- Putz, nice.
- Vou treinar contigo, beleza?
- Ouráite.
- Go! Take a onda! Now! Cuidado! STOP! STÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚPIDI!


Mas vocês vão ver. Eu aprendo a surfar daqui até agosto nem que a prancha me arranque pedaço de osso.

:::::e olha que já tá perto de isso acontecer::::
(som de alguém espanando poeira)

Boa tarde, amores. Antes que me perguntem, sim, apaguei o post passado porque a pessoa a quem a mensagem dele foi endereçada ficou deveras magoada por eu ter exposto nossos problemas para todos. Como esse blog, antes de tudo, trata-se de uma visão surrealista da minha vida, pensei que não haveria problemas em deixar a mensagem à mostra aqui; contudo, eu sempre cometo o terrível erro de me esquecer que o anonimato duradouro na internet inexiste e muitas pessoas que não me querem bem, por incrível que pareça, ocupam-se mais com a minha existência do que com a própria.
Ê, vida fodona.
Já lhes falei da minha recente fascinação por textos da Clarice Lispector? Recentemente, li um poema cuja autoria era atribuída a ela, contudo, depois descobri que tal poema pertencia a um poeta de nome Edson Marques. De qualquer forma, o pensamento contido nesse texto vale a pena independente da autoria:

MUDE
Edson Marques
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena

sábado, janeiro 20, 2007

Nova mania besta da semana

Tenho mandado para amigos&amigas que têm conta no orkut a seguinte mensagem:

[insira o nome do(a) amigo(a)aqui], temos de ter uma conversa séria sobre nós.
Seu scrap de hoje nao veio e eu retornei aos meus estudos de praxe.
Infelizmente, nao terei tempo suficiente para realizar seus caprichos. Se quiseres discutir relação, email tá aí. Quem sabe te mando uma mensagem, dizendo : "ok."

Se você nao aguentar tamanha indiferença, é simples. Diga: Roberta, meu amor, vou demorar varios anos, mas vou te esquecer. Eu entendo. Quem sabe ainda te mande um postal, quando tiver visitando a Europa, e vc morando no Pio XII.

aperto de mao. cordial.


(o detalhe que já plagiei descaradamente isso de outro amigo não precisa ser salientado neste blog)
O melhor estão sendo as respostas de quem recebeu tal notificação.
- É o quê, menina?
- Roberta, paputaquepariu viu.
- Você fumou banana? Você fumou sabão?
- Férias dão nisso, né desocupada!

E houve, claro, a melhor de todas:
- Eu sei q estou ausente, mas a culpa não é minha! Pra quê tanto ódio?!?!?!! Como assim Europa?!?! Eu não moro no Pio XII, eu moro no Papicu, esqueceu??!!? Fica enchendo a cara nas festas e chegando bêbada em casa e vem descontar em mim, isso magoou viu!

Aiai.
::: WOW da vida fodona! :::

sexta-feira, janeiro 19, 2007

MSN indócil&hostil


matadora de passarinho diz (14:15):
rapaz
matadora de passarinho diz (14:15):
que couve?
matadora de passarinho diz (14:15):
sad porque?
matadora de passarinho diz (14:15):
fique happy!
matadora de passarinho diz (14:16):
a vida é uma porcaria mas enfim é nela que a gente se fode e se diverte!
sad diz (14:17):
eh nao baby
sad diz (14:17):
to fazendo charme pras ninfetinhas
sad diz (14:17):
abrirem janela comigo
matadora de passarinho diz (14:17):
HAHAHAHAHAHAHAHA
matadora de passarinho diz (14:17):
AMEI
sad diz (14:17):
dizendo "õooo bixim"
matadora de passarinho diz (14:17):
AMEI
matadora de passarinho diz (14:17):
AMEI
sad diz (14:17):
uma ja caiu hein? vc !!! heauehuaheua
sad diz (14:18):
ehauheuaeauh
matadora de passarinho diz (14:18):
hahahaha
matadora de passarinho diz (14:18):
rapaz
matadora de passarinho diz (14:18):
essa foi de mestre
matadora de passarinho diz (14:18):
mas ce nao ta mais namorando nao?
sad diz (14:18):
bem lembrado
sad diz (14:18):
:/
sad diz (14:18):
to sim
sad diz (14:19):
droga
sad diz (14:19):
vacilei hein?
matadora de passarinho diz (14:20):
HAHAHAHAHAHAHAHAHA
sad diz (14:20):
me acostumei com a vida de solteiro e esqueci que to namorando

::::É devido a essas pequenas felicidades que eu sou MUITO feliz..::::

terça-feira, janeiro 16, 2007

palhaça da fossa

Uma amiga querida levou um fora pesadíssimo.
Enquanto ela contava o fato, as demais amigas que estavam presentes esculhambavam a entidade agente do foraço enquanto eu, sozinha, calada num canto, só conseguia pensar no que eu poderia fazer para que ela parasse de pensar no ocorrido pelo menos por um segundo. (aquela velha frase "só doi quando eu respiro" se aplicava fidedignamente à questão)
A solução momentânea? Fiz um cover tosquíssimo da música "soraya queimada", com a modificação de tirar o "soraya" pelo nome do menino.
O resultado? Eu consegui fazer com que ela chorasse..de rir. Pelo menos por aquele instante, eu consegui. E essa foi minha pequena felicidade do dia.

Pra vocês, a música "soraya queimada":


Aconselho que vocês procurem baixar o mp3 de outra música desse cantor, "Hino de louvor à raspada"! Uma pérola, aliás, pedrada musical das brabas! =)

(é deveras curioso que eu ainda consiga fazer quem eu quero bem rir enquanto eu só tenho chorado por dentro)

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Por não estarem distraídos - Clarice Lispector

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria-peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

::::Explicar é destruir...::::

quinta-feira, janeiro 04, 2007

iniciando a série..

Fotos ofensivas




(Sugiro que vocês dêem um título a cada foto tosca que eu postar aqui - isso geraria comentários NO MÍNIMO hilários *rs - daí depois eu dou uma conferida e a melhor idéia vira o nome da foto!)
Aproveitando esse clima gostoso de recomeço(e eu não sei se já lhes disse, mas adoro páginas em branco - elas me dão vontade de desenhar hehe - e dá-lhe última matéria do caderno!), gostaria de presentear-lhes com um trecho explêndido de um livro que meu querido ex-namorado e atual amigãozão me deu:

*A insustentavel leveza do ser*
Milan Kundera

Trecho:
Torturava-se com recriminações,mas terminou por se convencer de que era no fundo normal que não soubesse o que queria:

"Nunca se pode saber aquilo que se deve querer pois só se tem uma vida e não se pode compara-la com vidas anteriores,nem corrigi-las nas vidas posteriores".

Mas o homem,porque não tem senão uma vida,não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipotese atraves de experimentos,de maneira que nao saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento.

Teria agido certo ou errado?

Não existe meio de de verificar qual qual é a boa decisão,pois não existe termo de comparação.

Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação.

Como se o ator entrasse me cena sem nunca ter ensaiado.

Mas o que pode valer a vida,se o primeiro ensaio da vida..já é a propria vida?

É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço.
No entanto,mesmo "esboço" não é palavra certa.

Porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa,a preparação de um quadro,ao passo que o esboço que é nossa a própria vida não é um esboço de nada,é um esboço sem quadro.

Uma vez nao conta,uma vez é nunca...

Não poder viver senão uma vida é como nao viver nunca.

:::::Façam bom uso desse pensamento.:::::
Iemanjá cansou de mim


Festas de fim-de-ano sempre são complexas. Há aqueles que preferem pagar caro por uma festa em que não se tem o direito de comer e beber nada e cuja trilha sonora é uma banda de pagode/axé/forró decadente. Há, também, os que preferem festejar tal evento em reuniões familiares que sempre terminam com um tio/primo/sobrinho completamente bêbado e pagando micos inesquecíveis. Existem, claro, os que preferem passar o ano-novo dormindo. E há aqueles que se mandam pra uma praia com os amigos pra encher a cara, pular sete ondas e rir um pouco da vida. Desta vez, enquadrei-me na última categoria.
Os eventos sucedidos foram, claro, memoráveis. Antes da meia-noite, um telefonema me tirou completamente o ânimo para festejar. Felizmente, uma amiga querida se muniu de uma CACHAÇA SAPUPARA, olhou-me séria e disse:
- Bó começar. Agoras.

E dá-lhe uma dose, duas, três.. Lá pela quinta dose, os fogos no céu confundiam-se, para mim, com os vaga-lumes que eu tentei(vejam bem,tentar não necessarimente significa conseguir)prender dentro da taça de champagne. Após a meia-noite, eu e meus amigos nos dirigimos ao mar para pular as tais sete ondas. Enquanto tentava contá-las(e, infelizmente os números se confudem quando bebemos um pouco, e o dois vira cinco, e o sete vira doze, e por aí vai)um menino de uns dezessete anos, visivelmente entorpecido,aproximou-se de mim e disse:
- Eu te amo.
- Como é?
- Eu te amo.
- Poxa, que legal, comecei o ano com uma declaração tosca.
- Me ajuda a jogar essa flor pra Iemanjá?

Olhei para sua mão e vi uma florzinha de jardim amassada.
- Certo, você faz um pedido e joga.
- É assim, fácil?
- Teoricamente sim.

Enquanto isso, a amiga que estava ao meu lado adentrou um pouco o mar e começou a meditar. Vendo-a entrando na água, cometi a incoveniência de fazer o seguinte comentário:
- Comê-la (o nome dela é Camilla)sai daí que Iemanjá já cansou de ti!
- Opa Comê-la, me ensina a meditar?
- O menino a indagou. Ela me soltou um olhar do mais profundo ódio.
- Fecha os olhos e pede a Deus paz, amor, essas coisas.
- É assim, fácil?
- Claro que é.
- Então.. Queria pedir.. o que era mesmo? Ah sim, amor,paz.. Saúde..pra minha mãe, que tava com diarréia quando eu saí de casa.. Pra mim,eu acho.. asf dasf asf cof..

Abri os olhos. Cadê o menino? Enquanto ele andava, ia afundando na água e não percebia; ao abrir os olhos, só deu tempo de observar uma onda dando-lhe uma bofetada surda na bochecha enquanto ele,desesperado, balançava os braços macacalmente.
- Ô MEU FILHO, sai daí!
- Putz Boo, ce fez o menino se afogar.
- Eu?! Quem quis ensinar ele a meditar foi você!

(Enquanto isso, escutávamos um "cof cof" vindo do fundo do mar)
- Arre, eu vou ter de me molhar mesmo? Esse cãozinho não tem amigos, não?
Felizmente, após tal diálogo vimos o mesmo menino fugindo de uma onda e tentando desesperadamente tirar água do ouvido.
- Vocês viram? Eu meditei direito?
- Poxa, você já é nosso mestre.
- Juram?
- Claro.
- Eu amo vocês.
- Também te amamos.


E feliz 2007 pra vocês, criaturas que comentam.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Ba be bi bó Brítinei.

Eiu poderia colocar só de malinagem um link com todas as fotos em que ela se "esqueceu" de usar calcinha, mas os últimos resquícios de meu senso de moralidade me fazem sentir a obrigação de mostrar-lhes esta foto:




Se os olhos são a janela da alma, o quintal da casa astral dela está com uma infestação de ervas daninhas de côcô.

Tsc.
Dinheiro nenhum e fama nenhuma valem nossa sanidade mental, amigos.
Não valem mesmo.